|
|
|
É vasto e rico o passado histórico da Companhia de Seguros Fidelidade, fundada em 1835, acompanhando o desenvolvimento da actividade económica, com presença permanente em alguns mercados externos e assegurando uma posição cimeira no mercado segurador português. |
1835 |
Ano de fundação da Companhia de Seguros Fidelidade, por iniciativa de negociantes de Lisboa, bem integrada no espírito da época, reflectindo no nome o mérito do desempenho da sua actividade, como aconteceu com outras companhias fundadas por essa altura: Sossego Comum, Rectidão, Boa Fé,etc.
A 24 de Agosto encontrava-se pronto o projecto de Estatutos da nova Companhia, que tomaria riscos marítimos, contra incêndio e sobre vidas, com o nome de Fidelidade e um cão deitado por emblema.
Os primeiros estatutos da Fidelidade foram aprovados em Assembleia Geral dos Accionistas de 7 de Outubro e, oficialmente, pela Rainha Senhora D. Maria I, tendo um capital inicial de mil e duzentos contos de réis, dividido em mil e duzentas acções de um conto de réis cada. |
1845 |
Início da exploração dos seguros de vida, podendo ler-se, no relatório da Direcção relativo a esse ano, "coube à nossa Companhia Fidelidade ser a primeira que levou a encetar o ramo de seguros de vida". Os contratos firmados nesse ano ascenderam a 238$915 réis, que logo foram aplicados integralmente em inscrições de cupão da dívida interna, de 5%, constituindo assim, embora empiricamente, as reservas do ramo. |
1863 |
A 19 de Novembro um grande incêndio destruiu os Paços do Concelho, em cujo edifício estavam a Sede da Fidelidade, a do Banco de Portugal, a da Companhia das Lezírias, a dos Vapores do Tejo e a do Contrato do Tabaco. Em sua consequência, procedeu-se a nova transferência da Sede da Companhia, desta vez para um antigo convento, que foi pertença dos Padres Dominicanos Irlandeses Missionários de Lisboa, contíguo à Igreja do Corpo Santo, tendo sido posteriormente utilizado para habitação e como hotel, antes de se tornar Sede da Companhia.
Curioso é o facto de no brasão da Ordem Dominicana figurar um cão deitado com um facho, em clara alegoria à Fidelidade. O próprio nome Dominicano tem o significado etimológico de Cão do Senhor. |
1935 |
O ano de 1935 trouxe a certeza de uma existência centenária para a Fidelidade e esperança de uma continuidade que se afirmava promissora.
Entre os actos comemorativos do centenário, assinale-se o que envolveu o descerramento de uma lápide com a seguinte inscrição "HERI BENE HODIE MELIUS UTINAM CRAS OPTIME", divisa que, ainda hoje, se mantém plena de actualidade, dado o seu significado: ontem bem, hoje melhor, oxalá amanhã seja óptimo.
Os primeiros cem anos caracterizaram-se por uma estratégia de actuação definida e de aplicação integral, determinada pela longa permanência nos seus cargos dos corpos sociais.
No ramo fogo, o mais importante nesta altura, continuava a liderar a carteira de prémios das seguradoras autorizadas a explorar esta modalidade de seguro. |
1975 |
O Decreto-Lei nº. 135-A/75, de 15 de Março, estabelece no seu artigo primeiro que são nacionalizadas todas as companhias de seguros, com algumas, poucas, excepções.
A Fidelidade, cujo capital social pertencia a entidades portuguesas, foi abrangida no plano de nacionalizações, iniciando-se desta forma uma fase empresarial, que duraria até à instituição de empresas públicas do sector de seguros.
O principal accionista era, na altura das nacionalizações, o Banco Nacional Ultramarino, por via dos lotes de acções que foram adquiridas à Compagnie Suisse de Reassurances e à família Thetónio Pereira, fruto de um processo puramente financeiro, em que os accionistas vendedores eram motivados pela realização de um bom negócio.
A independência concedida às colónias portuguesas de África e a posterior extinção da seguradora Fidelidade Atlântica, de Angola, e as nacionalizações das Nauticus e Lusitana, de Moçambique, de que a Fidelidade era accionista, fez terminar, por seu lado, os laços de propriedade que existiam. |
1978 |
A reestruturação do sector de seguros entra numa fase decisiva com os efeitos da resolução do Conselho de Ministros nº 199/78, de 8 de Novembro, que define a gestão única e a perspectiva de subsequente fusão, dentro de grupos de companhias nacionalizadas, dos quais se destaca:
Fidelidade, Grupo Segurador MSA, Seguradora Industrial e Atlas.
O agrupamento destas quatro seguradoras aglutinou patrimónios, experiências, vontades e características diferentes e formas de actuar próprias:
O Grupo Segurador MSA, resultado de uma fusão entre a Mutualidade, Soberana e Aliança Madeirense , evidenciava grande dinamismo de acção e elevado poder de penetração no mercado de seguros;
A Seguradora Industrial, que incorporava a Previsão, registava um apreciável volume de prémios;
A Atlas, apesar de todas as potencialidades nos domínios técnico, comercial e de grupo económico, demonstrava uma propensão selectiva que se aproximava da filosofia do exercício adoptada pela Fidelidade. |
1979 |
O Decreto-Lei nº 528/79, de 31 de Dezembro, legitima as fusões do ano anterior, instituindo empresas públicas, gozando de personalidade jurídica e dotadas de autonomia financeira e patrimonial, aparecendo então a Fidelidade-Grupo Segurador, E.P., com sede em Lisboa.
A firma das seguradoras fusionadas reuniu o nome da seguradora mais antiga, Fidelidade, e a designação Grupo Segurador, vindo da seguradora que, em volume de prémios, mais contribuía para a constituição da carteira de seguros da nova empresa seguradora. |
1988 |
O Decreto-Lei nº 301/88, de 27 de Agosto, operou uma importante alteração na natureza jurídica da Fidelidade, transformando a Companhia de empresa pública em pessoa colectiva de direito privado, com a forma de sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, tendo sido aprovados os seus novos estatutos.
Na sequência da transformação assim realizada, foi negociado entre o Estado Português - único accionista inicial da Fidelidade-Grupo Segurador, S.A. - e a Caixa Geral de Depósitos, Crédito e Previdência (a maior instituição de crédito nacional), a aquisição pela segunda de uma fracção maioritária (97%) do capital da sociedade, que passa a ser de um milhão e quinhentos mil contos. |
1995 |
No prosseguimento da política de reforço da estrutura financeira foram concretizados dois aumentos de capital, integralmente realizados pela Caixa Geral de Depósitos, ascendendo a vinte milhões de contos o capital social da Fidelidade.
Por Despacho do Senhor Secretário de Estado das Finanças, as acções detidas pelo Estado Português foram transferidas para a Caixa Geral de Depósitos, que passou a deter a totalidade do capital social da Fidelidade.
Em 1995 a Companhia , acompanhando a estratégia de expansão do Grupo Caixa Geral de Depósitos, procede à abertura de uma sucursal em Espanha, sediada em Madrid, comercializando os produtos Fidelidade através dos balcões dos Bancos Luso-Español, Estremadura e Simeón. |
1997 |
Centralização dos serviços centrais da Fidelidade no seu novo edifício Sede, situado no Largo do Calhariz, em Lisboa.
Prosseguimento da estratégia de internacionalização dos negócios, com a abertura da sucursal de França, sediada em Paris, e com o início da actividade no Luxemburgo, em regime de Livre Prestação de Serviços. |
2002 |
Criação da Companhia de Seguros Fidelidade-Mundial, resultante da fusão jurídica das duas seguradoras do Grupo Caixa Geral de Depósitos, Companhia de Seguros Fidelidade e Companhia de Seguros Mundial-Confiança. As marcas Fidelidade e Mundial-Confiança continuam a ser comercializadas por Redes próprias e independentes.
| |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|